Fotografo Itamarajuense terá exposição fotográfica na China

Por: Aloísio Coutinho / Fonte: Maurilio Garcia / Cocobongo

O fotografo itamarajuense que reside em Portugal desde 2004 está fazendo furor internacionalmente. Não esquecendo que nos últimos dois anos o fotografo esteve diversas vezes na nossa região, onde desenvolveu a exposição NA TERRA DE JACÓ, que foi exposto em Abril em Lisboa.

Inaugura-se no dia 02 de setembro, às 18h30, na Galeria de Arte da Fundação Rui Cunha, a exposição individual do fotógrafo luso-brasileiro Bruno Saavedra, intitulada “MADE IN CHINA”, apresentada pela Fundação Rui Cunha e pela Casa de Portugal em Macau. 

Até ao dia 11 de setembro, estarão patentes 19 obras da autoria do fotógrafo, que residiu em Macau e trabalhou na Casa de Portugal entre 2011 e 2014, e que, com esta mostra, se estreia a expor a título individual em Macau. 

Bruno Saavedra tem apresentado, nos últimos anos, as suas obras em galerias e espaços culturais em Portugal e internacionalmente, na WentworthGalleries, em Sydney, Austra?lia. 

A presente exposição nasceu de um workshop intitulado “Narrativas fotográficas do Intendente”, lecionado pela fotógrafa Pauliana Valente Pimentel no Bairro do Intendente em Lisboa, em novembro de 2016. Vai muito além da recolha puramente documental ou estereotipada, desenvolvendo o autor, com vários paralelismos e bifurcações, uma história visual de segredos revelados, negociados a cada plano, furtivamente estabelecidos de uma forma cúmplice pela familiaridade cultural assimilada na sua vivência em Macau.

De acordo com o artista, “o processo fotográfico durou cerca de 4 meses e só foi finalizado nas comemorações dos Ano Novo Lunar do Galo, de 2017”.  A exposição esteve patente na Casa Independente, em Lisboa, de 29 de junho até 30 de setembro de 2017. 

Bruno Saavedra explica que “O processo criativo foi crescendo através da procura de detalhes e imagens que, de alguma forma, me fizessem conhecer a história das vidas dos imigrantes chineses e o modo como vivem nas freguesias mais cosmopolitas de Lisboa. Para isso, durante três meses, visitei casas, restaurantes, centros de estética, cabeleireiros, centros de massagens, escolas, lojas, supermercados, templos, igrejas e até médicos. Ouvi histórias, verdadeiros contos chineses de pessoas que vivem clandestinamente, trabalham 16 horas por dia para conseguir juntar algum dinheiro com o sonho de regressar à sua terra natal”. Acrescenta, a propósito desta exposição, que “será uma enorme alegria regressar a Macau ao fim de cinco anos, principalmente para mostrar o meu trabalho fotográfico. Será uma mistura de sentimentos e um enorme privilégio. A Galeria de Arte da Fundação Rui Cunha é um espaço muito acolhedor e emblemático, estou ansioso para ver as minhas obras na parede. Também quero muito revisitar as ruas, sentir os cheiros e os sabores da comida local e principalmente rever grandes amigos que aí fiz.” 

Assim que voltar para Portugal, ainda no mês de setembro, Bruno Saavedra irá levar MADE IN CHINA até a galeria do espaço Solar dos Zagallos, na Sobreda, Almada.  O projeto também está pré-selecionado para se apresentar na edição de 2019 do reconhecido festival de fotografia Paraty em Foco no Rio de Janeiro, no Brasil.

Por: Aloísio Coutinho / Fonte: Maurilio Garcia / Cocobongo

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